E quando começa o atendimento espiritual?

Quando chegamos a uma casa espiritual em busca de ajuda, trazemos o coração aflito e os pensamentos confusos. Temos tantas coisas a pensar e a entender e nos envolvemos nesse redemoinho de pensamentos e emoções, que nos levam cada vez mais para dentro de nossos problemas.

Muitas vezes, entramos, cumprimentamos as pessoas, sentamos e passamos todo o tempo de preparação do rito pensando no que vamos falar, no que vamos perguntar, no que queremos saber. Todo o nosso pensamento e emoções estão voltados a nos preparar para o momento em que estaremos ali, frente a frente com o Caboclo, o Preto-velho, ou com os guardiões. Ensaiamos as perguntas e torcemos por receber respostas que nos confortem a alma.

Mas em que momento, de fato, começa o nosso “atendimento espiritual”?

Na Umbanda esotérica, assim como em outras casas espirituais, há sempre importantes momentos de preparação. E, diferente do que pensamos, essa preparação não é importante apenas para os médiuns da corrente, que terão uma participação mais ativa nos trabalhos que se desdobrarão em seguida.

Na verdade, esses momentos de preparação são importantes para cada um que adentra ao espaço espiritual de um casa religiosa, seja ela de qual crença for. Os momentos iniciais são compostos por informações valiosas para nosso crescimento espiritual, que nos ajudam a nos desligar dos problemas que nos afligem e a mergulhar numa egrégora de paz e refazimento.

Também nos momentos iniciais são feitas as defumações e limpezas, que atuam tanto no espaço físico, quanto dentro de cada um de nós, aliviando-nos do peso de companhias indesejadas e energias densas do mundo material.
Purificar, purificar, purificar e purificar, nos ensina Matta e Silva.

Tudo isso, numa sequência que começa tratando das energias mais densas e nos eleva às energias mais etéreas, nos preparam, em corpo, pensamento e emoções, para que possamos sair destes espaços levando conosco o amparo espiritual que tanto buscamos.

E quando nos fixamos nos pensamentos acelerados que trazemos da correria do dia-a-dia, deixamos de viver esses momentos de verdadeira comunhão com o Astral.

Então, compreendendo e vivendo esses momentos entendemos que o atendimento espiritual começa desde quando adentramos aos espaços sagrados das casas espirituais. A porcentagem de aproveitamento que teremos deste atendimento está diretamente ligada à nossa predisposição em deixar de lado os pensamentos e nos entregar as emoções que cada etapa do rito nos desperta, sentindo nosso corpo como parte dessa intensa energia que vibra dentro de nós e ao nosso redor e esperando com fé o que vem a seguir.
Ouvir atentamente as palavras, sentir o cheiro da defumação entrando em nossos corpos, cantar os pontos com emoção e entrega são atitudes que nos aproximam das boas energias do Astral e nos favorecem no caminho para vencer nossas dificuldades.
Assim, da próxima vez que adentramos em uma casa espiritual, que possamos ter em mente que somos partes ativas do processo de cura física, mental ou espiritual.
Recebemos sempre na mesma proporção que doamos e evoluímos nos caminhos espirituais com a ajuda de caboclos, pretos-velhos, crianças e guardiões, mas sempre caminhando com nossos próprios pés.
Saravá!

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